sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Machu Picchu: Aventura a 2400m de altitude!



Machu Picchu
19 a 21 de Janeiro , 2012











O cartão postal de Machu Picchu foi minha inspiração por muito tempo na parede do meu escritório para esta viagem. Acompanhei o grupo do navio nesta aventura! 

Saímos do Porto de Callao (Peru) para o aeroporto de Lima. O vôo é de aproximadamente uma hora até Cusco. Ao chegarmos, fomos recepcionados pelo operator e guia local. No aeroporto tem agências de turismo, umas lojinhas e oxigênio em tubo para comprar! Cusco fica a 3400m de altitude e nem todos se adaptam bem a estas condições. Por isso nos hotéis, ônibus e trens de turismo têm tubos de oxigênio para atender emergências. Até no restaurante que almoçamos tinha!!! 
Do aeroporto fomos ao restaurante: almoçamos no Limo, excelente opção para degustar a cozinha peruana! Em seguida, tivemos o tour de Cusco: capital do império Inca.



















São poucos os vestígios deixados, na verdade estão mais nos fundamentos das construções. Os espanhóis aproveitam o que tinha e o remodelaram. A maioria dos palácios incas virou Igreja. São mais de 20 Igrejas em torno da praça principal. Depois fomos a um sítio arqueológico que fica um pouco fora da cidade de Cusco: o que impressiona nestas construções são o tamanho das rochas usadas nas construções. Mais uma vez o que se vê são os fundamentos de construções, mas feitas com uma técnica que leva a duvidar que tenha sido ação humana: são o tamanho das pedras, o encaixe perfeito, o deslocamento das mesmas já que no século XV  não se tinha nesta região cavalos ou bois que pudessem ajudar com o trabalho pesado de deslocar as rochas. Intrigante!
A noite tivemos um show de música com instrumentos musicais achados nas diferentes regiões. Muito interessante. Depois do show, janta e dormir cedo já que no segundo dia iríamos partir as 5 da manhã!

O relógio despertou as 4 da manhã! Não dormi muito bem por causa da altitude, acordei varias vezes! Mas enfim, arrumei a mochila e fui tomar um chá de coca! Sempre disponível no lobby do hotel, ajuda a amenizar os problemas de altitude!!!
Saímos as 5 da manhã! Nesta época do ano o trem não sai de Cusco devido a temporada de chuvas, há perigo de deslizamentos. Por isso a primeira etapa de 90 min é de ônibus! Mas foi lindo ver o dia amanhecer. O trem sae de Ollamtaitambo e de lá são mais 90 min de trem, fomos no Vista Dom. A passagem, cada caminho, é de $55!!! Viajar nesta região requerer uns $$$ a mais!!!











O Vista Dom é muito bonito, tem janelas grandes laterais e no teto. É ideal para apreciar a paissagem, pois o trem vai ao longo do rio Urubamba e das montanhas.  

 










 









Ao chegar em Machu Picchu tem mais 20 minutos de ônibus e então se está na entrada do sítio arqueológico. A entrada $50 por dia! Mas é válido, acho que foi uma das experiências mais marcantes destas minhas andanças pelo mundo. Mesmo tendo lido, estudado a história, é difícil conseguir visualizar o que este povo construiu num lugar tão inacessível. A magnitude das construções, o grau de dificuldade do terreno, a precisão! Realmente um refúgio. Como se diz aqui, os Deuses viraram montanhas! A arquitetura é incorporada a natureza.                                                        










Há o respeito ao meio; os Deuses adorados eram a natureza e isso deve explicar essa harmonia. 
Um retiro espiritual, uma viagem de contemplação, um refúgio Inca que desafia o entendimento da humanidade.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Quito, Equador




Estava tudo planejado para sairmos dia 15 de janeiro às 9 horas da manhã de porto de Manta para o Aeroporto, mas a forte chuva que estava caindo por pouco não permitiu o passeio a Quito, visto que o aeroporto de Manta estava fechado devido à falta de visibilidade. Contudo, no decorrer da manha, o tempo melhorou e o avião charter conseguiu sair de Quito para Manta para apanhar o grupo que eu iria acompanhar nesta aventura a capital e to the Middle of the
World! Cabe lembrar que para quem está em Manta que vale a pena visitar a cidade vizinha de Monte Cristo, onde se produz o verdadeiro chapéu do Panamá. Há demonstrações de como este é feito, como reconhecer a qualidade do mesmo, e como ficou conhecido Chapéu de Panamá e não de Monte Cristo. Uma dica, tem haver com a construção do Canal do Panamá! O chapéu também é um dos souvenires mais típicos e os valores podem variar de $25 a $400. Um bom custa em torno de $80!


O vôo de Manta a Quito é de aproximadamente 40 minutos. Chegarmos ao aeroporto Internacional de Quito e o operador de turismo local estava nos esperando com guias e ônibus para o transfer ao Swissotel. Como chegamos em torno das 13 horas, o Buffet já estava pronto e assim que tínhamos feito o check in, almoçamos, pois a tarde teríamos um city tour pelo centro histórico de Quito. Quito fica no vale, ao longo estão as montanhas, ao fundo os picos dos Andes com neve, é uma imagem muito linda. Nossa sorte, por um lado foi que nosso primeiro dia em Quito era um domingo, então o transito estava super tranquilo para fazer as visitas, por
outro se perde de ver um pouco da vida da cidade, do agito. Porem, a tarde no centro histórico havia muita gente local passeando, eventos na praça, famílias tomando um sorvete, artistas de rua... o centro histórico todo foi revitalizado e está muito charmoso. Visitamos a praça da independência, caminhamos pelas ruas do centro histórico e visitamos a Igreja de Companhia de
Jesus, uma das Igrejas mais ricas da América. Ė incrível o ostento desta Igreja, todo interior está coberto com folhas de ouro! A Igreja reflete o movimento da Contra reforma e não foi poupado em detalhes para mostrar o paraíso e quem te leva a ele. A noite tivemos um jantar organizado pelo Swissotel no Monastério São Francisco.

Presenciamos alguns fatos interessantes em Quito como a Lei Seca! Nos domingos não se vende
em lugar nenhum bebida alcoólica. Além disso, fecham uma das avenidas principais da cidade para o transito de veículos e a abrem para os pedestres, ciclistas, para fomentar as atividades esportivas e familiares. Ah, e a moeda oficial é o dólar!

No segundo e ultimo dia foi dedicado à visita ao Museu Ňan. Leva-se quase duas horas de Quito até a Metade do Mundo! Ė uma experiência muito interessante visitar este local. Ali explicam
como os cientistas franceses no século XVIII determinaram que ali era exatamente a metade do mundo, latitude zero. Este centro mostra hoje de forma didática vários experimentos científicos relacionados com o efeito da latitude zero, até como colocar um ovo de pé em cima de um prego! Hoje sabe-se que o centro fica a 200 metros desta antiga medição.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Veneza- Nov 10th



Vivenciar um pouco de Veneza é uma experiência/aventura que mexe com o imaginário do ser humano: construir um complexo de palácios sobre o pântano, estar circundado de água e ter sido uma das republicas mais influentes e poderosas no inicio da idade media, é um feito genial da humanidade.



Chegar de navio proporciona ao hospede uma vista magnifica da cidade, o navio entra pelo canal Giudecca e devagarinho vai até O Terminal San Basílio que é para navios de menor porte. De lá pode-se caminhar até a famosa Piazza San Marco: eu faço em 25 minutos, pois descobri um novo caminho, passando pelo Campo San Maurízio virando à direta e é só seguir até praça principal de Veneza.

Adoro explorar as ruelas de Veneza, volta e meia me deparo com um beco sem saída, mas é só voltar um pouquinho e tomar novo rumo neste conjunto de ilhas que é Veneza. Ela parece num primeiro momento um labirinto, mas que proporciona ao visitante a oportunidade da descoberta e do encantamento.

Esta época do ano é perfeita para visitar Veneza: são poucos turistas, muitos provenientes dos cruzeiros e pelas ruas chama a atenção o número de asiáticos. A temperatura também é ótima, só de manhã cedinho já se sente que o inverno está próximo devido ao friozinho intensificado pela alta umidade.



Bom, hoje meu dia começou de madrugada, levantei às 3:30am, pois estava encarregada de fazer o desembarque dos passageiros com voos super cedos. Neste horário Veneza estava realmente a dormir, não há barulho, isso é incrível para uma cidade que pulsa tanto durante o dia. Mas Veneza ainda cultiva esta característica de ser um lugar, no qual você sente o ritmo diminuir a noitinha, a cidade se recolhe e o silencio só tem a companhia do barulho que provem das águas. Essa sensação é fascinante!!!!



Antes do amanhecer a neblina começa a tomar conta do cenário dando aquele ar de mistério a esta já enigmática cidade, mas o hoje o sol veio cheio de força e se impõe: a neblina desaparece e o dia esta lindo - sol com céu azul e uns 12 graus!





Parto para a minha caminhada: quero ir até o outro lado de San Marco, depois ao Palácio Ra Cazzonico, onde compro uns souvenires. Este palácio vale a pena visitar: é um retrato da vida, mobília, arte da aristocracia de Veneza. Além disso tem uma loja de excelente qualidade no quesito livros e lembrancinhas de Veneza!



Para chegar ao Palácio fui até a ponte Academia onde viro a esquerda e dali são 10 minutinhos. Esta ponte é uma grande referencia para explorar Veneza, sabe-se que se está perto da ponte Rialto e da praça San Marco, ela é em Madeira parecendo um arco que se estende sobre o canal proporcionando uma vista linda do Gran Canal.
O tempo vai passando e tenho que voltar ao navio, o trabalho chama....
Ciao Veneza!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Portofino, Itália



Hoje resolvi explorar um caminho diferente: minha missão é fazer a trilha que vai de Portofino a San Margherita, são uns 5 km! Mas antes tenho a rotina do meu trabalho a executar.
Levantei cedo, tomei meu café e em seguida ao olhar pela janela pequena do restaurante da tripulação, vi o nascer do sol! Sabia o que tinha a fazer: pegar o minha câmera fotográfica e ir ao decimo segundo andar para registrar o momento. A sensação é incrível e o friozinho da manha, devia estar uns 13 graus, ajuda a despertar!





Em seguida fui ao escritório verificar os últimos preparativos para os tours de Portofino. Assim que terminamos de enviar os hospedes aos respectivos tours, voltei ao escritório para terminar minhas tarefas. Antes de sair almoço, coloco minha roupa esporte e tomo o barquinho para o píer.

Portofino é um vilarejo super pequeno, tem uns 500 habitantes e é extremamente charmoso. O ideal é sentar num café ou restaurante e degustar algo como uma foccacia e curtir a atmosfera deste pequeno refugio da reviera italiana.
Aqui é comum encontrar barcos super luxuosos. É comum encontrar celebridades, hoje por exemplo tinha uma sessão de fotos de Valentino, eram modelos desfilando, pessoal da produção, um agito!



Além disso, é possível curtir a natureza com as belas trilhas: a mais curta é até o farol... Leva uns 20 minutos e a vista do alto ao longo da montanha é maravilhosa. Indo para à direita em direção a igreja, passando a pracinha se chega a opção que fiz hoje: a trilha a San Margharita. Esta começa logo após a Igreja e é só segui-la ao longo da montanha. O caminho oferece inúmeras oportunidades para fotógrafos.







Fiz a metade do caminho correndo e outra caminhando. São uns 5 km! Uma sensação de paz e contentamento te invade. São lindas praias, fortes, pomares de oliveiras, restaurantes, estações para mergulho que se encontram no caminho, simplesmente valido. Um dia FASCINANTE!

sábado, 15 de outubro de 2011

Naples, Italy - sábado 15 de outubro, 2011



Um dos meus habituais caminhos a bordo é ir ao sexto andar, depois do café da manha, ver o nascer do sol e hoje mais uma vez é um espetáculo! Aprecio um pouco esta vista e vou para o outro lado do qual vejo a ilha de capri, parece um crocodilo com o corpo emergindo das águas! Também é possível ver o Visuvio, imponente sobre a Baia de Nápoles.






O dia está com um brisa mais fresquinha e a temperatura ficando ente 17 e 21 graus. O outono está mostrando sua cara. E isso pode implicar em mudanças em nosso roteiro.
Na verdade nosso destino hoje era para ser Sorrento, mas como as condições do mar não estão favoráveis para o navio ancorar na baia de Sorrento, a decisão foi atracar no porto de Nápoles . As opções de tours são mantidas visto que só implica em alguns tours terem ou um pouco mais ou um pouco menos de estrada para rodar.



Entre todas as opções de visitar a ilha de Capri, ir ao sítio Arqueológico de Pompeia, visitar o Museu Nacional em Nápoles com um imenso acervo dos achados em Pompeia e Ercolaneum ou almoçar e explorar Positano e Amalfi, decidi ir no tour que visita a Villa Ariana e San Marco e uma vinícola.
Estas duas vilas fazem parte de um novo projeto de estabelecer um parque arqueológico. Na verdade falta escavar as outras vilas e criar definitivamente o parque. Depois de ter visto Pompeia, impressiona mais ainda ver a riqueza de detalhes que estão preservados nas vilas também cobertas pelas cinzas da erupção do Visuvio: são pinturas nas paredes, mosaicos, estilo arquitetônico, estátuas, etc. Pompeia retrata mais a vida urbana daquela época antes da erupção do vulcão visuvio no ano 79AD ter destruído toda esta região, sorreterrando com as cinzas as vilas, construções, e as vidas se perderam principalmente devido aos gases tóxicos. Pompeia também era na época um importante Porto e hoje fica a uma certa distancia do mar devido alteração geográfica provada pela erupção.



As vilas eram o refugio de verão para os imperadores, senadores de Roma, são construções imponentes, retratando o poder do dono. Das vilas se tem uma magnifica vista para a baia e para o Visuvios, que esta ali imponentente, lembrando-nos que pode voltar a qualquer momento e que a tragédia pode ser ainda maior do que a de 79AD visto que hoje 3 milhões de pessoas vivem ao pé da montanha.
Depois desta visita fomos a vinícola que fica no parque de proteção do Visuvios. Aqui como em torno do Mount Etna, se cultiva muitos vegetais e uvas. A terra é muito fértil e isso leva com que as pessoas corram o risco de viver em áreas de risco.





Depois de visitar a vinícola, tivemos o nosso almoço com produtos típicos da região e vinhos para acompanhar.



Riquíssimo!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Santorini, Greece

Hoje levantei bem cedo, as 6 da manha, tomei meu café e fui para o deck seis, na varada para acompanhar a chegada do navio até a ilha grega de Santorini.

Neste horário ainda estava escuro, mas se vê o contorno das montanhas e rapidamente o dia vai clareando, as cores começam a mudar: no horizonte um tom de avermelhado contrastando com a ilha e o mar de azul petróleo. A brisa esta intensa, mas tão refrescante que é um prazer senti- lá bater no rosto, dá uma sensação de despertar para este dia maravilhoso nesta ilha de formação singular.


O navio literalmente esta na caldeira do antigo vulcão que destruiu a ilha, o que ficou é uma borda do que era essa ilha de formato circular. Com a implosão do centro, a água do mar entrou na caldeira, enchendo a mesma e tendo uma profundidade que chega a 400 metros. O navio não joga ancora aqui, ele fica só no motor!!!

Essa grande erupção vulcânica parece que foi a maior da história, ela ocorreu no ano 1600 antes de Cristo e varreu a civilização que habitava esta ilha, na verdade não se sabe se conseguiram fugir e se conseguiram se o tsunami não os engoliu. Há um sítio arqueológico no Sul da ilha chamado Acrotiri que irá reabrir ao publico em 2012.

Aqui se usa os barcos locais para se fazer o desembarque dos passageiros. Aqui se investiu para que os navios tenham uma boa logística, só que as vezes tem muitos aqui, ontem por exemplo tinham sete navios, neste caso não tem estrutura que comporte!!!


Mas voltando ao passeio de barco ate o Porto de Athinios é um presente, pois a vista é magnífica. Este Porto é só usado para as excursões pois este tem acesso para os ônibus. Os passageiros que não fazem um tour desembarcam no Porto antigo e pegam o cable car que os leva até a cidade capital de Fira, são três minutinhos de cable car!

O nosso destino é a vila de Oia, que fica ao extremo norte da ilha, é a parte mais turística da ilha a qual é possível explorar em algumas horas. Aqui em Oia o bom é estar disposto a caminhar e explorar as estreitas ruelas que parecem mais um labirinto! Aqui o encanto é a vista panorâmica como em toda ilha, mas aqui é possível observar melhor a arquitetura, ver os hotéis, as casas cavernas e as centenas de lojinhas, cafés e restaurantes!

Nesta parte da ilha há 30 anos viviam os capitães, eles construíram belas casas, mansões, e a tribulação dos navios viviam nas casas pequenas, nas casas cavernas que hoje valem uma fortuna! Aqui a construção destas casas era comum, pois era a forma mais econômica, visto que a camada superior formada pela aquela estrondosa erupção vulcânica é de cinza compactada pelo tempo, facilmente trabalhável e no calor do verão, a casa é super fresquinha!!!!


Aqui é incrível observar como o homem se adaptou a um terreno tão complexo. As uvas, por exemplo, plantadas aqui crescem no nível da terra, do chão, os vimes da uva são enrolados em um cesto e assim o cacho de uva cresce dentro deste ambiente protegido dos ventos fortes e também este formato de cone ajuda a manter a pouca umidade que vem do mar.

Chuva aqui é rara. Água é através de dessalinização e antigamente pela coleta da água da preciosa chuva. Hoje a água para beber é toda importada para a ilha. Além de uvas, cultivam aqui muito tomate cereja, berinjela e demais verduras.

Antes o meio de transporte era através do jegue. Desde que o turismo nos anos 80 trouxe uma nova fonte de renda, de perspectiva de uma vida menos árdua, o cenário mudou. Hoje os jeques servem para transportar os turistas, as plantações de vinho tão lugar a hotéis. A comunidade quase que como um todo está envolvida com a indústria do turismo e no inverno muitos deixam a ilha e vão para Atenas.


De Oia vamos para o Sul da ilha, se leva de ônibus 40 minutos para ir de norte a Sul. Pro Sul, a densidade democrática é bem menor, é mais autentico e mais local, menos turístico.

Fomos a um restaurante local almoçar..., hum que delicia! A cozinha tem a base mediterrânea com produtos locais e uns pratos específicos daqui!

Bom, esta na hora de partir... Santorini deixa suspiros!!!!





segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Port Vendres, France

O amanhecer na costa sul da Franca é deslumbrante, as montanhas rochosas recebendo os primeiros raios de sol, um tom avermelhado ressaltado pela penumbra do amanhecer. O vento também está intenso e o mar um pouco agitado.

O tempo mudou!!! Está mais fresquinho setembro esta mais agradável! Porém estas condições não são ideiais para desembarcar os passageiros de tender.


Apesar de Port Vendre ser um importante Porto comercial, estamos ancorados e o mais interessante é que o lugar continua com seu aspecto provinciano. O movimento do Porto não eclodiu em um crescimento desordenado. É um Porto muito antigo, onde o povo Ibero vivia e comercializava seus produtos com outros povos do mediterrâneo.

Como estamos muito perto da fronteira com a Espanha, a estória se engrelava e só nos últimos 300 anos esta área através de um tratado de paz entre a França e a Espanha passou a ser francesa. Porém na cultura se percebe a influencia catalana segundo o nosso guia 20% da população fala o catalão. Há um movimento de retorno às raízes, um incentivo de recupera-la.

O tender nos deixa no píer e cidadezinha está logo de frente. As casas são todas muito charmosas e coloridas, e também há muitos barcos o que dá um charme extra ao local. Tudo pode ser explorado a pé!
Há também a opção de tomar um trenzinho "petit train" que leva o turista a próxima cidade, passando a montanha pelos vinhedos a Colloire. Super lindo!


Ali a atração é o forte. Subindo no mesmo se tem uma linda vista panorâmica e é possível ver bem o sistema de fortificação do lugar, no alto das montanhas se vê os demais castelos que tinham esta função.
A pequena cidade se estende ao longo da baia, com lindos cafés, restaurantes e uma pequena praia, mas sem areia, é com aquelas pedrinhas "pebble stones", é bom não esquecer das Havaianas quando se vai nestas praias!


Bom, uma boa pedida aqui é comer um crepe, mas eu não resisto ao sorvete, adoro o de Cassis e Framboesa.